O Ministério da Cultura e Governo Federal apresentam

Pedro Luís apresentou “Amor, palavra que se canta” nos dez anos da FLIB

Na sequência, Guilherme Rondon revisitou a própria trajetória no Palco Principal

A palavra cantada, as sonoridades de Mato Grosso do Sul e os clássicos da soul music brasileira se encontraram na programação de quinta-feira (9) da 10ª Feira Literária de Bonito (FLIB). Na Praça da Liberdade, o público acompanhou a apresentação intimista do cantor e escritor Pedro Luís, o show do compositor sul-mato-grossense Guilherme Rondon e a energia da banda Fino do Fino.

Conhecido pela trajetória à frente do grupo Pedro Luís e a Parede e como um dos criadores do Monobloco, Pedro Luís retornou a Bonito 15 anos depois de sua participação no Festival de Inverno da cidade, em 2011. Desta vez, ocupou o Palco Literário em um encontro de voz e violão, marcado pela proximidade com o público e pelo diálogo entre música e poesia.

A apresentação teve como ponto de partida “Amor, palavra que se canta”, livro de estreia do artista, que reúne poemas de amor retirados das letras compostas ao longo de sua carreira. Ao transportar os versos das canções para as páginas, Pedro Luís passou a circular também por feiras e festivais literários, aproximando ainda mais dois caminhos que sempre estiveram presentes em sua obra: a música e a palavra.

Desde o lançamento do livro, em 2025, o artista tem participado de eventos como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e encontros literários realizados em Paraty, Pipa, Tiradentes e Porto Alegre. Na FLIB, compartilhou esse novo momento de sua trajetória em meio a escritores, leitores e outros nomes da literatura brasileira.

Pedro Luís também comentou a diferença entre suas duas passagens por Bonito. Se, em 2011, esteve diante de um grande público em uma apresentação de caráter mais festivo, desta vez encontrou um ambiente intimista, que permitiu outra relação com suas composições, seus poemas e a plateia.

A aproximação entre literatura e música também apareceu na forma como o artista falou sobre a produção cultural de Mato Grosso do Sul. Em entrevista durante a passagem pela feira, Pedro Luís destacou Guilherme Rondon como um nome essencial da música regional e elogiou a trajetória do compositor, que subiria ao palco principal na sequência da programação.

Trajetória rica

Veterano da música sul-mato-grossense, Guilherme Rondon fez sua primeira apresentação na FLIB justamente na edição que celebra os dez anos do evento.

O convite para participar da feira, no entanto, existe desde a primeira edição. Naquele momento, um desencontro de agendas impediu sua presença. Para o compositor, conseguir integrar a programação uma década depois tornou a estreia ainda mais simbólica.

Durante o show, Rondon celebrou o crescimento da FLIB e o espaço conquistado pelo evento no calendário cultural de Mato Grosso do Sul. O repertório reuniu músicas de diferentes momentos de sua trajetória, além de canções de seu trabalho mais recente, em uma apresentação construída a partir das paisagens, sonoridades e referências culturais do estado.

Entre as canções apresentadas esteve “Pai, Aguardo”, uma de suas composições mais antigas. Ao lado de Gilson Espíndola nos vocais, Gabriel Basso no baixo, Gabriel Andrade na guitarra, Mario Zan no acordeon, Sandro Moreno na bateria e Júnior Negrete nos teclados, Rondon percorreu diferentes fases de sua carreira e estabeleceu uma conexão direta com o público de Bonito.

Clássicos agitaram público

A banda campo-grandense Fino do Fino encerrou a programação musical com um repertório dedicado à soul music brasileira. O show reuniu sucessos de Tim Maia e outras canções que atravessam gerações, levando o público a cantar e dançar na Praça da Liberdade.

Com as três apresentações, a programação percorreu diferentes expressões da música brasileira, da poesia transformada em canção às sonoridades de Mato Grosso do Sul e aos clássicos da soul nacional.

Evento oficial

Em 2026, a FLIB homenageia a escritora Lygia Fagundes Telles e o escritor, editor e agitador cultural douradense Luciano Serafim, que faleceu em 2025 e teve participação marcante na história da feira.

A edição conta com o apoio de instituições públicas e privadas, incluindo recursos viabilizados por emendas parlamentares, além da participação da Caixa, Sesc MS, Sebrae, Sanesul, Prefeitura Municipal de Bonito, Câmara Municipal de Bonito, Ministério da Cultura e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

A FLIB integra o Calendário Municipal de Eventos de Bonito e, desde a publicação da Lei Estadual nº 6.457, de 11 de agosto de 2025, também faz parte do Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul.

Serviço

10ª Feira Literária de Bonito (FLIB)
Data: 7 a 12 de julho de 2026
Local: Praça da Liberdade, Bonito (MS)
Programação: flibonito.com

Fotos: Elis Regina.

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