
Praça da Liberdade
Bonito – Mato Grosso do Sul – Brasil
Você quer emoção? Então vamos falar de memória. Porque a 10ª edição da Feira Literária de Bonito não é só um evento. É um reencontro. É a palavra voltando para casa.
A FLIB chega à sua décima edição com um tema que pulsa: a relação entre as linguagens da literatura, suas histórias e suas memórias. Não é pouca coisa. É a consciência de que cada livro carrega um mundo e que cada leitor carrega outro. Quando esses dois mundos se encontram, algo muda para sempre.
Para dar corpo a essa travessia, a programação se organiza em núcleos que são quase mapas da alma humana.
Desde sua primeira edição, a Feira Literária de Bonito tem um propósito claro: fomentar a bibliodiversidade. Democratizar o acesso ao livro, à leitura e à literatura. Não como discurso bonito, mas como prática concreta. Acreditando que compreender o lugar do eu e do outro é o que sustenta qualquer sociedade que se queira justa.
A FLIB é, antes de tudo, o encontro entre autor, livro e leitor. Esse triângulo simples que move o mundo desde que alguém decidiu registrar uma história. Em nove edições, foram 261 autores e autoras. Destes, 186 locais. Gente da nossa terra, da nossa língua, do nosso chão. E 75 de outros estados, ampliando horizontes, criando pontes, fortalecendo laços.
Isso não é estatística fria. É construção de identidade. É Mato Grosso do Sul se reconhecendo na própria voz e, ao mesmo tempo, dialogando com o Brasil.
Chegar à décima edição é mais do que celebrar um número redondo. É afirmar que a literatura permanece. Que a palavra resiste. Que as histórias continuam sendo o lugar onde nos encontramos.
Em um tempo acelerado, raso e distraído, a Feira Literária de Bonito escolhe o caminho oposto: parar, escutar, ler, debater, criar. Porque quem preserva a memória preserva o futuro.
E no fim das contas, é disso que se trata. Não apenas de livros. Mas de gente. De encontros. De histórias que nos atravessam e nos transformam.
Se a palavra é delírio, que seja um delírio lúcido. Se é invenção, que seja para reinventar o mundo. Bonito já faz isso com suas águas. A literatura faz com a alma.





