Nasceu em São Paulo em 1918 e morreu, na mesma cidade, em 2023, É considerada por críticos, historiadores e leitores uma das maiores escritoras da literatura brasileira. Sua obra tem a rara capacidade de unir introspecção psicológica e tensão histórica, trabalhando temas do cotidiano, daquilo que é afeito ao feminino, mas não só a ele, criando histórias que vão da crítica social ao fantástico. Invenção e memória, temas da 10ª FLIB, são objetos particulares de articulação pela autora de As meninas e Seminário dos ratos, entre muitas outras obras. Ao homenageá-la pretendemos trazer a grandeza e o alcance de seus livros para leitores e leitoras, bem como valorizar sua presença como mulher e intelectual determinada diante de discursos conservadores e antidemocráticos, consolidando o lugar de fala da mulher e da escrita feminina na literatura brasileira.
Nasceu em Maceió (AL) em 1977. Mudou-se para Dourados (MS) em 1994, onde construiu uma trajetória marcada pela dedicação à literatura, foi uma das figuras mais atuantes da cena literária de Mato Grosso do Sul ajudando muitas pessoas a publicarem. Vice-presidente do Grupo Literário Arandu, foi também jornalista e um incansável ativista cultural, dedicado à promoção da arte e da literatura no Estado. Publicou os livros Eu, entre nós (poemas, 2002), Outro dia a gente sai (contos, 2003), Mordendo as lábias (poemas, 2008) e Curumim de asfalto (infanto-juvenil, 2009), Sururu com coca-cola (2016) e A magia da amizade (2024). Além da literatura, participou da criação de roteiros de curtas-metragens e histórias em quadrinhos, demonstrando domínio sobre diversas linguagens artísticas. Seu livro Sururu com Coca-Cola ganhou destaque nacional ao integrar a lista de leituras obrigatórias do vestibular da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) por três anos consecutivos — 2022, 2023 e 2024 —, reafirmando sua relevância como voz que conecta o Nordeste e o Centro-Oeste brasileiros. Ademais, foi um dos fundadores do Grupo Literário Arandu, criado em 1997, e também cofundador da editora independente Arrebol Coletivo, lançada em 2013, com o objetivo de divulgar novos autores regionais. Era conhecido por organizar saraus, oficinas e eventos literários, além de contribuir como editor de arte e diagramador da Revista Arandu. Sua atuação ia muito além da escrita — era um mobilizador da cultura local e um incentivador de novos talentos.